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A Ciência, A Medicina do Cérebro e a Bíblia PDF Imprimir E-mail
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Dr. Sam R. Williams

    Nós vivemos numa cultura cada vez mais especializada e compartimentada, que divide nossas vidas em pedaços. Parte disso é benéfico e parte não é. O lado bom disto está aparente, temos lojas especializadas e médicos especialistas. O lado negativo dessa hiper-compartimentação é que agora temos fendas e desconexões em nossas vidas que antes eram campos conectados.
    Conselheiros Cristãos do compartimentado século 21 sentem-se, inconscientemente, confortáveis com os abismos que separam partes importantes de nossa vida das grandes verdades da Bíblia. Os problemas emocionais, os distúrbios mentais e a Bíblia não parecem se encaixar de nenhuma maneira. Está claro, pecadores tem problemas morais e espirituais. Mas se seu pecado for crônico, “compulsivo”, ou complicado você deve ter algum tipo de distúrbio mental.

    Uma das muitas razões para que existam tantas soluções oferecidas na nossa cultura e tanta divergência sobre qual delas é a melhor, é que não concordamos em qual é o problema. É doença ou pecado, distúrbios ou demônios, disfunção familiar ou deficiência nos neurotransmissores? Eu tenho problemas médicos, problemas mentais ou eu sou o problema?

    Nós certamente não concordaremos nas soluções enquanto não tivermos um acordo sobre qual é o problema. A razão para isso é realmente muito simples. A maneira como consertamos as coisas é baseada no que cremos estar errado com as coisas. O primeiro passo para a cura é obter o diagnóstico certo.

    Assim ficamos em um dilema. O que está errado? O que nós conhecemos? Em quem ou no que podemos confiar? Para responder estas questões, eu gostaria de começar onde a maioria dos cristãos concordam.
    
    *    Nós confiamos em Deus e sua Palavra mais que qualquer coisa.
    
    *    Note que a ciência médica, principalmente a ciência do cérebro, é um trabalho em progresso.
        
Antonio Damasio que é um MD, PhD, neurocientista, escreveu no seu livro, Descartes' Error "No fim da história eu tive uma visão clara dos limites da ciência: sou cético quanto a presunção da ciência de que as coisas são objetivas e definitivas. Tenho dificuldade em ver os resultados científicos, especialmente em neurobiologia, como nada além de aproximações provisórias, a serem desfrutadas por um tempo e descartadas tão logo melhores amostras ficam disponíveis".

Um outro neurocientista, David Hubel, escreve, "A ciência do cérebro é difícil e complicada, por alguma razão; conseqüentemente ninguém deveria acreditar em um resultado (seu mesmo ou de outra pessoa) até que seja provado por todos os ângulos ou até que se encaixe em uma estrutura tão altamente evoluída e sistemática que não poderia estar errada".

O que não sabemos sobre o cérebro, emoções e “distúrbios mentais” é muito vasto… e o que sabemos é desprezível.
    
    *    Deveríamos evitar os extremos, onde há muito pouca atenção, cuidado justo, reflexão atenciosa. Geralmente, existem dois desequilíbrios, extremos pobremente misturados que não fazem sentido, nem são coerentes com o ponto de vista bíblico de uma pessoa

O primeiro extremo, o da esquerda, é "A Culpa é do Cérebro". O corpo pode estar doente ou enfermo, mas a Bíblia diz que nossos corações são as fontes das nossas ações, palavras, pensamentos, intenções, crenças, atitudes, desejos e deleites. Nossos corpos não nos fazem pecar. Nosso corpo é o mediador, mas o coração é o iniciador dos nossos pensamentos, emoções e ações.

Nem nossos corpos, nem nosso passado ou nosso contexto familiar de pobreza tiram nossa responsabilidade diante de um Deus Santo e Amoroso.
        
O extremo da direita é o que a maioria freqüentemente tem visto em uma particular atitude sobre medicação psicotrópica, "Não tome Prozac". 
        
Desde que toda criação está infectada com o pecado, incluindo nossos corpos e cérebros, nós devemos reconhecer a possibilidade de que alguns desses problemas emocionais ou distúrbios mentais possam ser em alguma extensão problemas médicos. A dificuldade prática resultante é que nós simplesmente não sabemos quais deles são sintomáticos ou quais são doenças verdadeiras.

    Ed Welch estava certo ao considerar a medicação psicotrópica. "A questão da medicação é uma questão de sabedoria". Deixe-me sugerir algumas linhas básicas de pensamento (sabiamente, eu espero!) sobre a questão da medicação.

  • Primeiro: são seus hormônios que causam as emoções ou são suas emoções que causam suas alterações hormonais?
  • Segundo: deveríamos compreender que levar uma pessoa a assumir que o problema dela é fundamentalmente médico pode, inconscientemente, resultar em uma negligência para outras causas potenciais. Reducionismo biológico simplifica demasiadamente os problemas de humor e podem criar uma corrida para a medicina e uma negligência para outras contribuições importantes para o problema. 
  • Terceiro: conselheiros bíblicos necessitam compreender que seu papel é buscar sabedoria e prover direções, não prescrever ou interromper o uso de medicamentos.
  • Quarto: então, quando você deveria considerar uma determinada pessoa para avaliação médica?
            
►    Quando abordagens não medicamentosas têm sido tentadas e não tem obtido resultado na remissão dos sintomas severos.

►    Quando sintomas (ansiedade/medo, depressão, sofrimentos, psicoses, obsessões ou compulsões) são tão severos que o aconselhado é diretamente afetado na sua capacidade para realizar e cumprir seus papéis e responsabilidades primárias.

►    Quando sintomas são tão severos que o aconselhado é diretamente afetado em sua capacidade cognitiva para focar-se e concentrar-se, entender e interagir racionalmente com a verdade bíblica.

►    Quando os sintomas são tão severos que o funcionamento do corpo é significativamente prejudicado.

►    Quando o aconselhado é perigoso para si mesmo ou outros.

►    Quando há evidências adequadas para acreditar que os sintomas resultam de causas orgânicas e médicas (e.g. Demência, Autismo, Mal de Parkinson) e a não abordagem medicamentosa não resultou em suficiente remissão dos sintomas.

    Considerando que qualquer decisão para tomar medicação é uma decisão que requer sabedoria, esse assunto deveria ser tratado com um coração submisso a Deus, em oração, buscando primeiro o Reino de Deus e Sua Justiça (Mt 6.33) e a "sabedoria que vem do alto" (Tg 3.17) em conselho com sábios pastores, membros da família e médicos. Os medicamentos não podem produzir fé, obediência e confiança em Cristo.

    Então, na essência, o que é está errado conosco? Qual é o problema essencial de todo ser humano? A Bíblia provê um diagnóstico impactante: nós todos estamos perturbados. O pecado infectou a todos, em todo lugar. Diante de um Santo e Amoroso Deus, nós todos somos insanos. "... Também o coração dos homens está cheio de maldade, nele há desvarios enquanto vivem...".

    Não há uma "boa explicação" para o pecado e não há nenhuma explicação diagnóstica profunda para a psique humana além daquela que nós encontramos na Bíblia. Singularmente, por causa do poder e sabedoria de Deus em Jesus Cristo, pecado é o diagnóstico para o qual há uma cura certa! 

    A palavra de Deus é relevante e verdade para vida. Não existe nenhum abismo entre a vida real, nossos problemas e a verdade Bíblica. Aconselhe a Palavra. Ela restaura e alegra o coração. Aconselhe Cristo. Ele é o Maravilhoso Conselheiro, de quem nós "recebemos misericórdia e encontramos graça que nos ajude no tempo de necessidade".



 
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